Ana Cristina Corrêa Mendes

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Astróloga, graduada no prestigiado Master's Course for Professional Astrologers de Noel Tyl, utiliza a Astrologia como ferramenta ao serviço do homem. Nomeadamente nas áreas Comportamental e Vocacional. O horóscopo, como um fantástico espelho reflector das ansiedades visíveis e invisíveis. Um mapa indicativo de potencialidades individuais, o conhecimento destas torna possível uma escolha mais consciente.
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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

provas de fé

Crença e fé, são palavras usadas amiúde e nas mais variadas situações.

Eu prefiro referir-me a estas, para exprimir propósitos do individuo.

Ao longo da vida vamos tendo que reformular crenças, cimentando a a fé.

A fé em nós próprios, a fé de que somo únicos e por isso temos um papel importante, por isso existimos. A fé de que aconteça o que acontecer não estamos sozinhos, estamos a seguir um propósito maior do que nós.

Marte entrou em Sagitário, desanuviando um pouco a energia e as complexidades próprias de Escorpião.

Falando de Marte, é de acção que se trata, em Sagitário a sua coragem, pela bravura das opiniões, o feito persuasor é grande. No dia 21, esta energia desafia Neptuno (5º) Peixes.

Marte - Neptuno, pode ser inspirado em aplicar o que imaginou e visualizou. O magnetismo próprio daqueles que empregam a sua acção ao serviço da sua fé.

Ao contrário de Neptuno - Marte (caso este Neptuno esteja a trabalhar na sua carta individual), que pressupõe uma mudança de curso com base na insatisfação. Crenças que se desfazem.

Nesse mesmo dia 21, Júpiter (expansão, aspiração, filosofia) desafia Chiron (a ferida inconsciente), sugerindo a necessidade da VERDADE, desafiando a nossa fé nos deuses. Júpiter em Leão e Chiron em Peixes, a necessidade de nos sentirmos beneficiados quando desmesurada necessita transpor as armadilhas do ego.

Martin Luther King Júpiter - Chiron conjuntos em Touro, na 1ª Casa, chamou a si a responsabilidade de trabalhar por melhores condições sociais, algo que ele sentiu na "pele" como falta.

Afinal Júpiter tem estado em diálogo aceso com Saturno (metas, estrutura, ambição), uma conversa acerca do que deve ser feito.

Até podemos querer e cobrar ao universo resultados mas na verdade é a nossa fé que está em escrutínio.

Tudo em preparação,...Plutão está quase a voltar a Directo...

terça-feira, 16 de setembro de 2014

tendências

Há anos que sigo com interesse as tendências de comportamento social escritas pela guru do ramo Faith Popcorn.

Muitas vezes apelidadas de tendências de moda são muito mais do que isso, como se pode verificar neste quadro:


Estas ante-visões levam-me sempre a raciocinar sobre a posição dos planetas geracionais e aí está sempre uma fantástica analogia do arquétipo.

Neptuno em Peixes, o acordar espiritual, a necessidade de fantasia...

Úrano em Aries, a valorização do Eu, a busca do clã que fale a mesma linguagem, que vibre na mesma onda.

Neptuno em Peixes está oposto a Virgem, logo as indulgências sobre as disciplinas rigorosas da dieta de Virgem.

Úrano em Aries oposto a Balança, o risco individual na busca e atracão do novo.

A última vez que Neptuno esteve em Peixes foi em 1848, o mundo estava em mudança, os valores filosóficos ganhavam voz.

Úrano há algum tempo em Aries iria juntar-se anos mais tarde a Plutão, 1850. Uma série de conflitos que terminariam na formação de novos países:África do Sul, Itália e o Império Germânico.

Vivemos outros tempos de Úrano - Plutão, assistimos e fazemos parte da construção de algo novo.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Fechar os olhos para se ver melhor

A energia de Neptuno, é realmente bem subtil. Quando este se muda de um signo para outro, podemos sentir a onda diferente que toca a todos. A música muda de tom, sempre acordes de harpa mas os tons diferem. Com isto podemos sentir o quão real e potente esta é.

A música de Neptuno é celestial, os tons de outra dimensão, por isso quando a queremos confinar ás nossas vidas, limitamos a sua dimensão. Ou seja fazemos uso desta para sonhar aquilo que gostaríamos para nosso conforto. Ocupamos o nosso SER, retirando espaço ao que nos poderá chegar.

Se pensarmos os contactos de Neptuno como oportunidades de ampliação, de transcender o que nos limita, oportunidades de uma verdadeira inspiração criativa, estaremos a sintonizar, a abrir para.

Neptuno retrógrado neste momento, a 7º de Peixes, e até Novembro, demorará mais tempo entre os graus, 7º e 4º.

Relembrei a mudança de direcção o ano passado e as circunstâncias da minha vidinha.
Na altura, este movimento, nos graus onde acontecia, activava um ponto importante da minha carta. A energia de uma área especifica da minha vida. Lembro-me de ter visto Neptuno e ter pensado, que provavelmente eu não estava a olhar para o assunto com a clareza necessária. Não eram outros que me escondiam coisas, era eu que preferia não ver.

Claro que hoje estou certa de que foi o que aconteceu; caso Neptuno active nestes graus a vossa carta, uma área de vida simbolizada pelo planeta contactado, vejam como uma oportunidade de transcender, de entenderem a ordem celestial. Evitem querer controlar ou ver aquilo que vos é mais conveniente. A retrogradação prolonga o tempo, por isso será melhor aproveitar.

Neptuno, como os outros trans-pessoais, a ligação ao colectivo, um elevador de dimensão, uma oportunidade de mudarmos amorosamente. A oportunidade para abraçarmos algo mais do que apenas e somente as nossas necessidades.

A sua incondicionalidade não compactua com as condições que nós humanos ego-centrados queremos impor. Por isso tantas vezes vemos depois de uma passagem de Neptuno as coisas desfazerem-se.

O relacionamento que até não estava fantástico mas preferíamos não ver, o trabalho que íamos empurrando, etc. Isto não acontece de repente, até porque a energia é interiorizada, vem de dentro, vem do nosso coração. Requer recolhimento, nós é que fugimos da imponderação que sentimos. Esperamos que passe e que tudo se mantenha.

Se as situações lhe parecem confusas, indefinidas, provavelmente são, nestas alturas fechar os olhos e olhar para dentro é a única forma de se ver com clareza.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Os nossos portais

As nossas portas de saída, todos as temos, nem todos as descobriram ainda; acredito que um dia...

Nesse dia irão sentir a excitação por estarem vivos e fazerem parte de algo maior, sentir o transbordar de alegria e amor, numa tal imensidão que não podem deixar de o passar, distribuir e partilhar.

Sou grata ao universo por me ter colocado no caminho pessoas que já personalizam, já intuíram e já sentiram essa alegria pura. Caso provas necessitasse.

Muito se tem falado da grande oportunidade actual; o alinhamento planetário que envolve os planetas trans-pessoais.


Planetas geracionais; Plutão, Neptuno e Úrano. Os planetas que ligam gerações, os que nos ligam ao colectivo, ao universo, os portais que todos albergamos no nosso microcosmos.

Se com os planetas até Saturno, as necessidades pessoais, o individuo se sente limitado pela matéria (circunstâncias, crenças, ego) até um dia entender que essa restrição é a maior das crenças limitativas, unicamente a fase egocêntrica do processo evolutivo.

Irá entender que aqueles planetas pessoais, são as energias que tem ao seu dispor e que são estas que o fazem o SER único.
As aptidões, se quiserem, para contribuírem e partilharem com o mundo, fazendo parte da grande missão humana; a busca da felicidade, da paz e amor sem fim.

All the powers in the universe are already ours. It is we who have put our hands before our eyes and cry that it is dark.
Swami Vivekananda


Uma vez mudada a perspectiva limitadora, vamos encontrar no nosso universo interior as portas de de saída, os portais que transcendem os condicionalismo da matéria física a que chamamos de nossa vida.

Assim como as visões do mundo se ampliam por todo aquele que viaja, que estuda e busca conhecimento. Também o nosso espírito evolui, se eleva da matéria quando abrimos a consciência para outros níveis.

Em astrologia esses portais para a elevação, os transitos dos planetas geracionais, os pesos-pesados do universo; a energia é tão forte, que nos atira para alterações profundas, definitivas daquela vidinha.

Não é o que nos aconteceu mas o que fizemos acontecer.

Antes dos trânsitos, e do que aconteceu - o reflexo da nossa criação interna.

Os mesmo planetas estão em algum local do horóscopo natal à espera de serem integrados, limitar aquelas energias imensas ao mundinho do umbigo pessoal, ao serviço dos egocentrismos. Torna-se no maior dos sofrimentos, uma vez que estamos a trancar os portais da manifestação da nossa essência.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

O nº 12

Abrindo a porta 12.

Para quem estuda Astrologia, cedo se aprende ou se fica confundido com a Casa 12, cujas palavras chave; confinação, doença, bastidores, etéreo, algo escondido, porta para o divino.

Quem tem ali planetas que se manifeste, desde cedo pode ter experimentado as diversas sensações. Onde tudo está mais contido, qualquer planeta naquela Casa vai sentir a sua energia presa para o mundo, uma energia pessoal que parece estar aquém dos outros.

Numa 1ª fase poder-se-á sentir as energias ali, como uma condenação, afinal esta casa (4ª derivativa de um dos pais), algo desde cedo contribuiu para a padronização deste comportamento.

Se o lugar que ocupamos na sociedade, no trabalho (Meio-do-Céu), com repercussões no lar (o Fundo-do-Céu).
O self, o ego directamente ligado ao outro (Ascendente ou o Descendente), os outros não nos vêm como realmente somos.

Serão os outros que não nos vêm ou nós que não nos assumimos?

Na Casa 6, iniciamos a colaboração com os outros, a necessidade de ser prático e disciplinado. Para abrir a porta oposta, a 12; necessitamos elevar a compreensão mercuriana, Terra, integrá-la para além dos 5 sentidos, com compaixão.

Usando os trânsitos, ou progressões do regente daquela Casa que acontecem ao longo da vida como oportunidades, poder-se-á abrir, ver a necessidade de serviço muito mais abrangente do que até ali.

Este entendimento, eleva-nos, alteramos a perspectiva, sentimo-nos mais completos. O que até ali nos confinava, é o que nos liberta. Como se acordássemos de um estado comativo, com um novo fôlego.

Tudo passa a fazer sentido.
Sentimo-nos mais perto da plenitude.

Àgua mole em pedra dura

..., o adágio que me ocorre quando penso no resultado visível de uma passagem de Neptuno. Depois da confusão, não entender, só se sentir desconexão, solidão e uma vontade louca de fugir...sem se saber bem para onde.

Esta é a altura que os outros não nos entendem, que alguns resolvem ir ao psicanalista ou tomar algo, numa busca vã da solução imediata.
São fases de vida mais ou menos longas, este planeta também se move lentamente e por isso os resultados às vezes só visíveis ou concretizados quando termina o encontro exacto. Ou seja quando este deixa de "incidir" naquele ponto da carta natal. O que esse ponto representa na nossa vida, a área que estará a ser trabalhada.

No caso Sol, vamos dar connosco "obrigados" a largar alguns padrões da nossa essência que fazendo parte da nossa natureza, nos prendiam a medos e certezas. Estes ao se dissolverem conduzem-nos a uma liberdade que desconhecíamos.Uma libertação de dores egocêntricas.

Com Neptuno, essa liberdade é interior, Neptuno não se rege por burocracias e organizações como Saturno, ou por poderio como Plutão.
A energia de Neptuno muito mais subtil, é o acordar espiritual, o exercício é de dentro para fora. A viagem é dentro de nós. Só vale a pena ir à Índia, se estiver disposto a viajar consigo mesmo e aceitar que pode descobrir um outro eu.

Como isto de nos descobrirmos e de que caminhemos para a simplicidade do eu; exige que algo se dissolva, notamos com dor muita da realidade a desfazer-se, um mar de descontentamento. Até se pode pôr uns óculos mas a ideia não é vermos aquilo mais rosa, mas sim criarmos algo de novo com a descoberta.

A sensação de liberdade acompanhada por sentido de integração num todo muito maior que o nosso mundinho terreno.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

AutoFocus

Desfocado e a continua necessidade de novo, de mais... a busca de um lugar melhor e das recompensas.

Neptuno e Júpiter. Não é por acaso, que ambos regem Peixes; o moderno e o antigo regente, também não é à toa que a sua simbologia evoca a Casa 12. O último reduto.

Na carta pessoal, a ver o que cada um rege e sua interacção com os restantes planetas.

Uma vez encontrados, encontramos o nosso plano de fuga, quando nos sentimos confinados pelas circunstâncias.

Como todas as fugas, podem ser oportunidades ou um desvio que nos cria a ilusão de... Nestas alturas a sensação de desconexão pode tomar conta, não se saber o que se quer e para onde se vai. O processo é interior e, parecendo improdutivo quando não consciente.

Júpiter encontra Neptuno (conjunção), a cada 13 anos; a última vez em Janeiro de 2010, a 24º de Aquário, alguns poderão reflectir/relembrar a energia ou a dificuldade de lidar com a realidade.

Principalmente aqueles que tiverem no seu horóscopo, planetas ou ângulos, no grau 24º dos signos, Aquário, Leão, Escorpião e Touro. Em se tratando de signos Fixos, a integração do todo, a única saída possivel.

Relembro este ciclo, numa altura em que Saturno (23º Escorpião) aspecta aquele mesmo ponto; obrigando a uma revisão/concretização do que então estava em causa. Das escolhas feitas. Do que vamos fazer com o que aprendemos desde então. De como iremos integrar a realidade, que conscientemente ou não criámos.

Quando os mundos colidem.

Em preparação.

Neptuno transita em Peixes. (2011-25).
O potencial para o amor incondicional ou para a desilusão.

Falar de Neptuno é falar de confusão, idealismo, visualização criativa, espiritualidade, camuflagem, auto-destruição, escapismo, drogas, fantasia...

Neptuno em transito demora cerca de 166 anos para completar a sua órbita, por isso nunca como seres humanos, a experimentamos completa.
A oposição de Neptuno ao Neptuno natal, acontece por volta dos 82 anos de idade do individuo.

Entre os 42/44 anos de idade, dá-se a quadratura. O que está ou irá acontecer, a quem tem na sua carta natal, Neptuno em Sagitário (nascidos entre final de 1979 e inicio de 1984)

Falar de Neptuno em Sagitário é falar de fé, de conhecimento, de filosofia; a essência e a mística. No caso, importantíssimo um contra-ponto, o espírito critico, para que não se embarque à toa. Embarcar é fácil. O idealismo está nos picos.

A sua posição na carta, dá-nos boas indicações de como vamos atrás dos sonhos, dos possíveis escapismos mas também aonde nos sacrificamos pelos outros, como gostamos e nos
disponibilizamos para ajudar.
Afinal ali reside o potencial do amor incondicional.

A quadratura de Neptuno ao Neptuno natal, é uma das energias características da crise da meia-idade.
Esta é uma energia subtil, demora o seu tempo já que estamos a falar de um transito lento.
Questionar as nossas crenças não é um exercício fácil, poderá parecer uma colisão de mundos, o sensorial e real.

Este tempo requer compaixão e amor incondicional para com o próprio, abertura para novos insights, que vêm aperfeiçoar ou substituir os que já se conhecia. Novos sonhos de vida podem emergir.

Em 2015, Saturno em Sagitário, irá em alguma altura passar este mesmo ponto da carta (Nept qdt Nept), altura de limpar poeiras e concretizar novos propósitos.

Por isso até lá, não tente escapar (no caso de estar na rota), agarre a oportunidade criar o seu próximo sonho. Para estruturar o que visualizou.

A imagem é do filme Inception, se não viu, é esta a boa altura para o visionar.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Ilusões

Neptuno numa das suas faces, no horóscopo simboliza a nossa necessidade da perfeição, do ideal, do inatingível e por isso por vezes consegue atirar-nos para paraísos que nos protegem daquilo que não queremos aceitar na nossa realidade.

Escapamos, podemos viver assim dentro de uma bolha protectora, por muito tempo.
Dentro desta bolha, isolamos-nos da realidade e da intuição.

Assim se passa nos relacionamentos e parcerias, até podemos ter uma bandeira vermelha de alerta dentro de nós, mas preferimos não hastear.

Neptuno com Vénus, sugere-nos o ultra-romantismo, a embriaguez amorosa, pelo belo e sensual (a observar em que signo acontece).
Neptuno com o significador da Casa 7 (parcerias) sugere-nos a busca de um ideal no outro. Com Neptuno há sempre mais, algo mais que não é aparente, velado.

Esta assinatura, não será uma tarefa fácil para quem não queira aprender com as (des) ilusões, para quem não queira entender porquê desta necessidade de busca, para quem não queira sair da sua bolha.

No caso das relações amorosas, por mais cintilantes que estas possam parecer, se não existir uma conexão espiritual esta estará sempre aquém do idealizado.

No caso das parcerias, mesmo não estando em causa um amor romântico, tempos chegaram em que será necessária a partilha e a confiança. A fé necessária quando os caminhos não são claros.

Quem tem estes indicadores natais ou em transito-Neptuno, terá que sentir dentro de si a verdadeira ordem das coisas.

Os efeitos exteriores são um mero reflexo das nossas ilusões.

Reflexos

O que me apaixona nos arquétipos é a sua dualidade, como a vida, a noite e o dia ou o bom e o mau.

Neptuno neste momento, nos primeiros graus de Peixes, esparrama o seu efeito sobre aqueles em que toca, com ênfase para os signos Peixes, Virgem, Sagitário e Gémeos (planetas entre os 0-7º), sejam eles quais foram os (planetas) pessoais, assim se irá experimentar esta energia e a dualidade que a acompanha. Uma estranha energia (mais acentuada quando o planeta pessoal não conhece a mesma) poderá trazer alguma confusão, o que até ali tinha sentido e não se questionava, deixou de ser ou ter. Voltam-se atenções para o essencial, para além disto...

Neptuno amplia a visão, o sonho, poderá acontecer que esta(e) antes de ampliada necessite acertos. Se para alguns este transito representa um período de incerteza, confusão e dissolução. Outros há que enfim recebem o reconhecimento alargado pelo seu trabalho, produzem a sua masterpiece, têm a oportunidade de se mostrar ao mundo a sua essência.

Em 1989, Saturno - Neptuno cruzaram, ou seja muitos bebés nasceram com esta dualidade nas suas cartas natais, em se tratando de uma conjunção, a incidir directamente sobre um ponto ou planeta pessoais. Têm hoje 23 anos, é uma geração pragmática e ao mesmo tempo sonhadora, aprenderam cedo que os sonhos e o esforço pessoal têm que coexistir, outros haverá que ainda não conseguiram equilibrar esta polaridade. Conheço muitos que conseguiram e dentro da sua juventude demonstram uma maturidade e responsabilidade precoce.

Sem dúvida que a vida é uma estrada cheia de desafios, assim reflecte o mapa pessoal, sem dúvida que alguns destes representam viragens no curso da grande viagem. Podemos antecipar a duração dos troços mais difíceis, podemos antecipar a velocidade, o importante é continuar, confiando nas nossas escolhas.

Quase no final de mês Saturno, volta ao seu curso natal, depois de um longo período de retrogradação, em Balança. Período para muitos caracterizado por avaliações, dúvidas, compromissos a contra-gosto, os possíveis. Áries no lado oposto (acção individual) recebia um sinal vermelho, era forçado a repensar as parcerias. Isto depois de ter tido vislumbres de libertação. Sinais do que devia ser abandonado, do que se preserva por medo....

Os planetas reflectem e nós decidimos, fazemos ou não...

Dar

A necessidade de dar.

Todos temos essa necessidade algures, em alguns mais à flor da pele, poderá estar ainda encoberta, mas esse ponto existe; basta que se tenha vontade de o encontrar.

Depois trabalhar a sua libertação, desapegar dos medo de; julgamentos, vulnerabilidades...

Dar, só dar porque se precisa de dar.
Não porque se deve, não porque se espera de volta reconhecimento, valorização, agradecimento, não porque é uma obrigação, não porque nos vai fazer sentir melhor connosco. Não porque nos dá créditos.

Dar, porque faz parte da nossa necessidade incondicional.

Úrano sugere sempre libertação, em busca da individuação em prol da verdade de cada um. Dar sem condições é uma libertação, não se conta o que se tem antes de dar.

Um planeta pessoal na carta natal dinamizado por Úrano, desafia aquela energia à libertação, dos padrões, das circunstâncias.

Todos vivemos um transito colectivo, Úrano em Áries.
São tempos electrizantes, plenos de oportunidades.
Com esta atmosfera, resistir só trará desconforto e insatisfação, as mudanças terão mais do que nunca vir de dentro, da nossa verdade, da nossa necessidade.
Só assim aquelas que se materializam estarão de acordo com o nosso plano divino.

O Ego que necessita de dar ao colectivo. O voluntariado, não como ascensão social, desperta na nossa necessidade de ser.

Não será por acaso que se fizermos um rastreio às Lua em Úrano, muitas prestam ou procuram avidamente um grupo para prestarem voluntariado.

“We make a living by what we get. We make a life by what we give.” Winston Churchill.
Saturno em Aquário oposto por Úrano em Leão. O efeito causa de efeito no seu melhor.

“Give, but give until it hurts.” Madre Teresa.

O espírito de sacrifício; Úrano em Capricórnio oposto a Neptuno em Câncer.

Todos temos este ponto, este potencial, basta que nos dê vontade de procurar e dar.

O que precisa para dar?

sexta-feira, 9 de maio de 2014