Ana Cristina Corrêa Mendes

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Astróloga, graduada no prestigiado Master's Course for Professional Astrologers de Noel Tyl, utiliza a Astrologia como ferramenta ao serviço do homem. Nomeadamente nas áreas Comportamental e Vocacional. O horóscopo, como um fantástico espelho reflector das ansiedades visíveis e invisíveis. Um mapa indicativo de potencialidades individuais, o conhecimento destas torna possível uma escolha mais consciente.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

o tempo do tempo

Indícios de repetições.

Inicio e fim de trabalhos.

Quando de movimentos retrógrados se fala, já se sabe que mais tempo o planeta está em determinado signo e que poderá passar mais que uma vez em determinado grau.

O ponto, o grau, torna-se mais importante quando corresponde a um ponto dinâmico do mapa natal. O dono do mapa poderá ser acordado pela dinâmica natal.
Estas activações podem "trazer" à luz, assuntos passados, já iniciados ou por completar.

Há poucos dias, o Sol oposto a Marte Rx (18º): 1 ano após a conjunção, (Marte+Sol+Vénus em Áries, inicio Abril 2013).

Caso na altura tenha tido lugar alguma acção reactiva, pode ser que as consequências ainda perdurem. Ou seja que a situação, de um determinado assunto, seja o resultado do que então foi semeado.
Pode ser que alguns assuntos voltem ao pensamento, em forma de;
se tivesse sido de outra maneira... ou como cheguei a esta situação...que outras acções poderiam ter sido tomadas... Pode acontecer que os nossos pensamentos e vontades, atraiam a energia do efeito, num retorno.

No inicio de Julho, logo nos primeiros dias; Marte já no seu curso Directo, passa neste mesmo grau.

Não há que parar, é seguir me frente.
O tempo não pára.
Um ciclo lunar, já se sabe bom para iniciar. O melhor desta energia, a determinação, força de vontade e foco.

Boa altura para falar do Sol e Lua em Touro, signo Fixo, de Terra, regido por Vénus.

Com estes dois luminares conjuntos, o hedonismo pode ser perseguido, bem como uma enorme necessidade de manter as coisas como estão. O uso dos recursos, nossos e dos outros, são moldados para beneficio próprio.

Afinal Touro é o regente natural da Casa 2, a da auto-estima, como nós nos apreciamos, os recursos que sentimos nossos.
Um ponto chave na nossa determinação.

Quanto melhor nos sentimos mais e melhor vamos dar. Temos que aprender a valorizar-nos.

Precisamos todos desta tenacidade e focalização mas não tão teimosos que paralisemos. Precisamos aprender a arriscar.

“As individuals express their life, so they are.” Karl Marx
expressão, Sol e Lua conjuntos, em Touro, com Vénus a reger a sua Casa 3. É uma carta que merece ser estudada, a determinação que ele empregou à causa em que acreditava.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Convites

A propósito do que os planetas, fazem ou trazem para a nossa vida; na verdade não são eles os planetas que fazem mas nós, da mesma maneira que uma não decisão é uma decisão.

O tal do livre arbítrio existe, podemos dizer que não podíamos...que não havia condições para... que não tivemos ajuda para. Podemos passar a responsabilidade da nossa decisão para as circunstâncias.

O que realmente acontece é que respondemos aos convites, consoante a maturidade que temos no momento.

Os planetas se bem que não façam nada, quando estão num signo em trânsito têm a sua simbologia e, os assuntos da área da vida, a Casa onde transita, recebem um convite.

Plutão sabemos reformador de perspectivas prepara-se para ficar Rx, uma vez mais, no signo de Capricórnio. Em se tratando de trânsitos lentos com energias profundas, invariavelmente marcam épocas de vida de mudanças.

Qualquer que seja o ângulo, a Casa onde o signo de Capricórnio se encontre e, planetas que por lá estejam, adicionando mais necessidades pessoais. Plutão convida para uma nova perspectiva, uma mudança nos assuntos relacionados com a(s) área(s) de vida desafiadas pelo transito. (oposição, quadratura, conjunção)

Plutão aponta para um renascimento e, para tal uma morte emocional. O medo surge, sentimos-nos ameaçados. O propósito é uma alteração profunda no nosso ego e do que lutamos para manter, o instinto de sobrevivência.

Caso tenha idade suficiente para olhar para trás, há 37 anos atrás. Plutão transitava em Balança, activando (quadratura) os mesmos graus por onde agora passa.

A idade era outra e a área de vida em destaque, no entanto em se tratando de transformações, estas repercutem-se em outras áreas de vida. Rumos de vida que se tomaram, experiências que levaram a que...

Sendo transitos geracionais, quando aplicados ao horóscopo pessoal responsabilizam-nos individualmente, no sentido que são para ser por nós vivenciados.

Se há 37 anos era uma criança totalmente dependente, a mudança experimentada pela situação familiar, mesmo assim esta foi para si. O ambiente em casa do pais mudou, o convite foi-lhe entregue a si. O que se transformou terá sido de acordo com o que era necessário, mais importante do que o que aconteceu, é como a pessoa se transformou e/ou lidou com o dito desafio.

Superação

Merecemos sim.

Quando os medos de rejeição nos condicionam, torna-se necessário que os ultrapassemos.

Quantas vezes sem razão aparente receamos a rejeição e esta leva-nos ao medo do "não", consequentemente não nos arriscamos a talvez receber o sim.

Úrano, regente moderno da Casa 11; a dos amigos, como nos sentimos apreciados, amados. Úrano já se sabe quer ser único. Saturno regente tradicional, também ambiciona as honras.

Podemos ter outro regente qualquer nesta Casa, importante será perceber o que ele necessita e o que o condiciona.

Não é por acaso, que esta Casa se encontra e quadratura com a Casa 8; a importância que entregamos à valorização que os outros nos dão.

Na essência, a perspectiva é sempre nossa, ao longo da vida o padrão vai-se cristalizando, adoptamos protecções, não nos pomos a jeito, deixamos de viver... A auto-estima debilitada; Casa 2.

Entender esta dinâmica no horóscopo, pode ser transformadora e libertadora.

Os aspectos desafiadores num horóscopo, não acontecem por acaso, servem para nos fazer crescer uma vez sentidos e transcendidos. Indicações muito claras do que cada um terá que superar para viver tudo a que tem direito.

A alegria de se ter vencido um concurso, a recompensa merecida que nos chega. O prazer de nos sentirmos apreciados, amados pelo que fomos capazes de fazer.

As Casas, 2 - 5 - 8 - 11 - braços que formam a Cruz Fixa, a necessidade de Consciência amorosa. A alma em busca da unicidade.
E começa sempre em nós.

Harvey Milk

"The important thing is not that we can live on hope alone, but that life is not worth living without it."
Harvey Milk

Faz algum tempo que vi o filme, uma fantástica representação do Sean Pen. Na altura fui estudar a carta deste homem, que marcou uma geração. Tropecei no escrevi naquele tempo e lá estava uma das formações desafiadoras.

Nascido em Maio de 1930, tem no seu mapa natal uma quadratura (em T) Saturno oposto por Plutão com Úrano em quadratura; (Ur=Sat/PL) Um esforço brutal para iniciar reformas.

Com o Sol em Gémeos desafiado por Neptuno (idealismo).
Com a Lua na 1ª Casa, a necessidade de deixar a sua impressão digital no mundo. Em Peixes, combinação entre a mente e expressão emocional dos ideais. A necessidade de um propósito.

Em 1973 quando dá inicio à sua carreira politica, arco solar de Plutão potencializa, a quadratura Sol - Neptuno, os seus ideais vão ao encontro de muitos. Na Casa 7, os relacionamentos e a visibilidade pública.

Seria em 1977, Júpiter, que lhe rege a Casa 10, em transito sobre o Sol, regente da 7ª Casa; para Milk foi a recompensa do trabalho árduo e dedicado a uma causa, tinha angariado votos suficientes para assento politico.

Todo o processo não foi pacifico mas dos fracos não reza à história. Harvey activou e potencializou o seu horóscopo. Viveu como nós os trânsitos ditos complicados e deu-lhes um significado. Encontrou o seu propósito e viveu para ele.

Lendo o seu percurso de vida, depressa entendemos os vários obstáculos e as crises pessoais, no entanto não são estas o seu legado mas sim aquilo que o levou a fazer.

Assim é a vida, tão maior, quanto a estivermos disponiveis para transformar.

Quando se perde para ganhar mais.

Ás vezes parece mesmo que perdemos.

Perdemos o concurso, o emprego, o companheiro/a...às vezes olhamos para trás e não perdemos nada.

Quanto mais exposição pública maior parece ser a perca, o nosso ego é posto à prova.
Al Gore
, Ascendente Leão, com o Sol em Áries, podem "sentir" a necessidade dele de admiração e protagonismo. Uma campanha pessoal, com o MC em Áries.

Em 2000, quando perdeu as eleições, até hoje uma contagem muito polémica. Neptuno transitava na cuspe Casa 7 (os outros/popularidade) desafiava o próprio Marte na Casa 1, indícios de que algo não era claro, a necessidade de algum sacrifício pessoal em prol de uma ordem maior. Saturno ecoava contenção, transitava em cima de Vénus. Esta em Touro, queria brilho da segurança criada, valorização da obra.

Este transito de Saturno assume um maior protagonismo, uma vez Vénus rege o FC de Al Gore, as suas "bases" em revisão, derrubando umas e colocando novos alicerces.

6 anos mais tarde, todos ouvimos falar de Al Gore, quando foi lançado o filme "An inconvenient Truth"; Plutão transitava sobre Júpiter, o poder de liderar e o optimismo.

Um ano depois, em 2007, o reconhecimento; prémio do melhor documentário e o prémio Nobel da Paz; Al Gore vivia então o seu retorno de Júpiter, (Júpiter em Sagitário oposto a Úrano prometia uma grande oportunidade) e esta chega.

Úrano transitava em cima de Mercúrio regente da Casa 3 e em Peixes, Al Gore mutiplicava-se em conferências e acções de consciencialização relativamente aos cuidados a ter com o planeta que habitamos, com os recursos que temos disponiveis, com a forma como os partilhamos.

A sensação de perca vem de quando não obtemos aquilo que queremos ou aquilo que os outros esperavam de nós. Não significa que o nosso papel principal seja aquele, quantas vezes temos que perder, desviar para encontrar o "nosso" caminho.

Os cargos oferecem status, no entanto trazem limitações, a necessidade de compromissos.

O "nosso" cargo no mundo pode não trazer status, as restrições serão as que criarmos.

O universo tende a abrir-se quando nos libertamos.

A subtil e grande diferença entre tudo para servir o ego e o ego ao serviço de todos e tudo.

Nº 8

Não é preciso um acontecimento de maior para repensar partes de nós, quanto mais ligados estamos mais depressa entendemos.

Por ligados, quero dizer, quanto mais procurarmos as respostas dentro menos tempo perdido com desnecessárias acusações, as quais só nos enfraquecem, na medida que nos vitimizam.

A Casa 8, entre outras coisas o dinheiro dos outros, como eu gosto mais de dizer, como juntamos recursos. Júpiter ali muitas vezes, nas cartas dos filantropo.

Podemos não ter lá planetas mas temos um regente e este poderá estar "natalmente" desafiado. Portanto esta dinâmica faz parte da vida e situações tenderão a acontecer para que a pessoa reflicta.

Enquanto nos sentimos vitimas, "roubados" ou "explorados" por outros, entregamos ao acaso parte do nosso crescimento, teremos que repetir muito provavelmente os erros.

Poderão ser vários os desafios a ter lugar, mas há dois a considerar; o Ascendente é a 6ª Casa a contar da Oitava, como servimos e cooperamos os outros. A nossa 2ª Casa é a 7ª derivada da Oitava; como usamos os nossos recursos para nos relacionarmos.

Cada um terá a sua forma, não será preciso o dito dinheiro para cooperar, o facto de ter ou não ter, um fluxo de energia. Para uns será dar informação, outros carinho ou trabalho.

O mais importante será entender a "forma" de cada um, como damos e porque damos. Manter-se fiel a esta para que o fluxo não seja interrompido de nenhum dos lados.

Não podemos dar algo que não acreditemos, só por acharmos que é o que os outros esperam de nós.